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Análise de artigo ASCO Anual Meeting 2020

A avaliação genética através do teste MammaPrint foi realizada em pacientes portadoras de câncer de mama em estádio inicial entre os anos de 2007 e 2011 onde participaram 111 centros em 9 países e foram recrutadas 6.693 pacientes. Inicialmente foram apresentados os resultados após completados 5 anos de seguimento em 2016 e em 2020 a apresentação ocorreu para atualização dos dados após 8 anos de conclusão do estudo.












As pacientes foram avaliadas em relação à taxa de sobrevida livre de metástase como análise primária e sobrevida global e intenção de tratamento como análise secundária. O risco de recorrência clínica foi avaliado usando o teste Adjuvante! Online, que é uma ferramenta para cálculo de risco de recorrência baseado em critérios clínicos e biológicos comuns, incluindo a idade, comorbidade, status do receptor hormonal, grau tumoral, tamanho do tumor e presença ou não de doença em linfonodo. Após avaliação patológica inicial, as pacientes foram classificadas como baixo risco de recorrência a receberem hormonioterapia, alto risco de recorrência a receberem quimioterapia e as pacientes classificadas como risco intermediário foram analisadas em relação ao perfil genético de 70 genes e alocadas em dois grupos para receberem quimioterapia ou hormonioterapia adjuvante.



Os resultados do estudo MINDACT forneceram um nível de evidência 1A usando o teste MammaPrint e poderia mudar a prática clínica cotidiana por descalonar o uso de quimioterapia adjuvante poupando as pacientes do efeito adverso de um tratamento agressivo e sem benefício. O tratamento dessas pacientes baseado no teste genômico reduziu a prescrição de 46% de quimioterapia neste contexto em análise de 2016.

Os resultados apresentados em 2020 forneceram uma mediana de 8,7 anos de seguimento e os resultados de sobrevida livre de metástase que em 5 anos foi 95,7% no grupo que fez quimioterapia e 94,8% no grupo que recebeu hormonioterapia agora atualizados foram 92% no grupo que recebeu quimioterapia e 89,4% no grupo que recebeu hormonioterapia adjuvante.


O objetivo primário observado em relação a sobrevida livre de metástase em 5 anos continua a ser cumprido em mulheres com alto risco clínico de recidiva e baixo risco genômico que não recebeu quimioterapia como forma de tratamento confirmando o MINDACT como um estudo de escalonamento positivo com maior seguimento e em linha com a história do carcinoma luminal de mama, além de manter o nível de evidência 1A observado anteriormente.


No momento atual observamos, que a recaída tardia neste grupo de pacientes pode ocorrer ao longo dos anos, mas o ganho estimado de 2,6% para administração de quimioterapia permanece pequeno em relação aos efeito tóxico decorrente do tratamento.


Aguardamos análises futuras atualizando o efeito sugerido a depender da idade e do status pré e pós menopausa já evidenciado em outros estudos como o TAILOR x.




Nara Rosana Andrade 
Oncologista Clínica- Sócia da OncoTag

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