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Pacientes Oncológicos e os cuidados em tempos de coronavírus.

O mais recente coronavírus identificado, um beta coronavírus do tipo RNA causa a infecção chamada de Coronavírus Disease 2019, ou COVID-19. Uma pandemia relacionada a este coronavírus vem causando grande preocupação em todo mundo em função da rápida disseminação da infecção e da gravidade observada, especialmente entre pessoas com a saúde fragilizada como idade avançada, hipertensão arterial sistêmica, diabete melito, doença cardíaca, doença pulmonar, câncer e outras condições que causam diminuição da imunidade .

Pacientes oncológicos têm, frequentemente diminuição da imunidade devido a própria doença, por um estado debilitado de recuperação após procedimento cirúrgico ou ainda, pelo efeito imunossupressor de alguns tratamentos, como quimioterapia, corticoterapia, hemotransfusão e radioterapia. Assim, os pacientes oncológicos parecem ter um risco maior de infecção grave, embora o número de casos seja pequeno, com uma frequência relatada na literatura variando de 0,9 a 1%.

Entre os pacientes com câncer, os de maior risco são aqueles que são portadores de neoplasias hematológicas( como leucemias, linfomas e mieloma múltiplo), pacientes submetidos a transplante de medula óssea e os pacientes que se encontram em tratamento com quimioterapia. Embora certamente nem todos os pacientes que estão em tratamento oncológico sejam imunossuprimidos.

Como prevenir a COVID-19

O sucesso do tratamento oncológico depende de muita disciplina. A sobrevida específica do paciente com câncer depende da aderência ao plano terapêutico e os intervalos de tempo para início ou entre as fases do tratamento são extremamente importantes. Então a recomendação primária baseada e embasada nos principais órgãos responsáveis pelas condutas ao paciente oncológico nacionais e internacionais como Organização Mundial da Saúde e Ministério da Saúde além das Sociedades Americana e Brasileira de Oncologia Clinica é que não interrompam o tratamento.

Mas outras orientações de extrema importância são:

  • evitar contato físico,

  • evitar contato com indivíduos com sintomas gripais e/ou em investigação para possível infecção pelo coronavírus,

  • evitar ambientes fechados e aglomerações,

  • permanecer somente o tempo necessário em ambiente hospitalar.




Orientações para a população geral como manter higiene das mãos, lavando-as com sabonete por pelo menos 40-60 segundos ou higienizando-as com álcool em gel 70% por 20-30 segundos por diversas vezes ao dia e cobrir com o braço o nariz e a boca quando espirrar ou tossir também são compartilhadas com esses órgãos de saúde. O exame diagnóstico de COVID -19 é indicado atualmente para quem apresentar sintomas específicos, tiver entrado em contado com caso suspeito ou confirmado e tiver histórico de viagem ao exterior nos últimos 14 dias.

Outra forma de prevenir mortalidade são as vacinas disponíveis hoje no Brasil, como a vacina da gripe que protege contra o vírus influenza e a vacina pneumocócica conjugada 13-valente que previne doenças causadas pelo streptococcus pneumoniae como pneumonia e meningite nesta população de risco e devem ser realizadas para prevenção destas doenças e também porque a apresentação clínica destas doenças confunde com a infecção do COVID-19.

Nara Rosana Andrade 

Oncologista Clínica- Sócia da OncoTag

Referência Bibliográfica 1- Guam W er al. Clinical Characteristcs of Coronavírus Disease 2019 in China. N Engl J Med 2020; 10,1056 2- Liane W er ao. Cancer patients in SARS-CoV-2 infection; a nationwide analysis in China. Lancet Oncol 2020;21:335-7 3- Wang C et al. A novel coronavírus outbreak of global health concern. Lancet 2020;( Published online Jan 24).

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