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Panoramas do câncer de ovário

Texto produzido por Nara Rosa Andrade: Médica oncologista, mestre em oncologia e sócia da OncoTag.



O câncer de ovário tem a taxa de sobrevida mais baixa entre os todos os tipos de tumores ginecológicos, muito mais baixa que câncer de mama, por exemplo. Para alertar sobre os sintomas, prevenção e tratamento, 8 de maio foi escolhido como Dia Mundial do Câncer de Ovário, assim nascia o WOCD( WOCD sigla em inglês para World Ovarian Cancer Day). O primeiro WOCD aconteceu em 2013 com a função de apresentar para o mundo uma conscientização de uma doença diagnosticada em 295.000 mulheres ao ano no mundo, com previsão de acometimento nos próximos 5 anos em 760.000 mulheres, com 184.000 mortes a cada ano. E, o mais desafiador dos dados, é uma previsão de aumento para 2035 em 55% dos novos casos e 70% do número de mortes.


O que é câncer de ovário?


Câncer de ovário é uma doença que surge nas células ao redor dos ovários ou trompa de falópio também conhecida como tuba uterina. Há muitos diferentes tipos de tumores de ovário, cada um classificado por tipo de células e tecidos do qual eles se originam. O tipo mais comum é o câncer epitelial, que origina no epitélio ovariano e é o responsável pelos dados epidemiológicos e estatísticos apresentados neste texto.


Quais são os sintomas de câncer de ovário?


Os sintomas são frequentemente desconsiderados ou atribuídos a outras causas.

- Inchaço abdominal

- Dor: principalmente na pelve ou na área abdominal

- Sintomas urinários: Urgência ou alteração na frequência

Ocasionalmente poderá ter outros sintomas como:

- Mudança do hábito intestinal

- Sangramento vaginal anormal

- Fadiga extrema

- Perda de peso inexplicável


Fatores de risco


- Idade: 50-79 anos, mas pode eventualmente ocorrer em mulheres mais jovens

- História familiar: o risco é maior se história familiar de câncer de ovário, mama, endométrio e câncer colorretal.

- Etnia: Mulheres descendentes de judeus da Europa Oriental tem maior risco

- Mutação genética: O risco é maior quando determinadas mutações genéticas associadas a câncer de ovário estão presentes como o gene de mutação genética BRCA.

- História reprodutiva: O risco é maior em mulheres que não tiveram filhos.

- Reposição hormonal: O risco aumenta quando ocorre reposição hormonal.

- Outros fatores: Presença de condição conhecida como endometriose aumenta o risco.


Tratamento


O tratamento inicial é a cirurgia. A cirurgia desempenha um papel importante no diagnóstico, no estadiamento e na terapêutica dos tumores malignos do ovário. O seu emprego deve ser orientado por princípios que respeitem a historia natural e as características de disseminação destas neoplasias assim como as possibilidades de terapias associadas, em especial a quimioterapia. A quimioterapia tem um papel importante no tratamento da doença, assim como a cirurgia, podendo ser realizado antes ou após ressecção cirúrgica (cirurgia retirada do tumor), bem como na doença metastática.


Para auxiliar o tratamento, nós, da OncoTag, estamos trabalhando para disponibilizar um teste inédito no Brasil para avaliação de prognóstico de pacientes com câncer de ovário O teste é capaz de definir informações sobre a natureza dos tumores e a probabilidade de recaída do câncer (recorrência) e benefício da quimioterapia adjuvante em um grupo de pacientes selecionados, permitindo que o médico direcione melhor tratamento para a paciente.


Cinco coisas que todo mundo deveria saber sobre câncer de ovário:

1) O teste Papanicolau (teste de esfregaço cervical para diagnóstico de câncer de colo uterino) não detecta câncer de ovário. Não há atualmente para detecção precoce de câncer de ovário.

2) Toda mulher tem risco de desenvolver câncer de ovário.

3) Se o câncer de ovário for descoberto numa fase inicial, ou seja, antes da doença disseminar ou espalhar, o torna maiores possibilidades de tratamento e cura.

4) Câncer de ovário é frequentemente diagnosticado em estágio tardio.

5) Ter consciência dos sintomas pode levar a um diagnóstico mais rápido e em uma fase inicial da doença.


Para saber mais, siga a OncoTag em nossas redes sociais e nos ajude a divulgar essa informação. Curta, comente e compartilhe nosso vídeo na página do BiotechTown. http://bit.ly/video_oncotag


Referências bibliográficas


1) FIGO Committee on Gynecologic Oncology. Staging classifications and clinical pratice guidelines for gynaecological cancers. Int J Gyn Oncol 2000;70:207-312.

2) Stratton JF, Pharoah P, Smith SK, Easton D, Ponder BAJ. A systematic review and meta-analysis of family history and risk of ovarian cancer. Br J Obstet Gynaecol. 1998;105:493–9.

3) LIMA, Jailson Costa et al. Doenças malignas ovarianas: importância atual da ultrassonografia no rastreamento e manejo terapêutico. 2010.

4) Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. Estimativa 2016: incidência de câncer no Brasil. Rio de Janeiro: INCA; 2015. http://www.inca.gov.br.

5) JAYSON, Gordon C. Ovarian Cancer. 2014. 384 v. [Revisão] - Cientifico, Journals The Lancet, Reino Unido, 2014. no. 9951 p. 1376-1388. Disponível em: <http://www.thelancet.com/journals.

6) SOUEN, Jorge Saad. Atualizações em Câncer de Ovário. Onco & Oncologia Para Todas as Especialidades, outubro/ novembro 2011 – ano 2 no 8. 18 p. Disponível em: <http://revistaonco.com.br.


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